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Cupins Subterrâneos

No grupo dos cupins subterrâneos encontramos as espécies mais agressivas de insetos xilófagos que têm como característica principal uma sociedade extremamente organizada.

Os cupins subterrâneos são insetos sociais, como as formigas cortadeiras, têm seus ninhos localizados no solo, e por serem sensíveis à luz buscam seu alimento (celulose) através de túneis subterrâneos ou túneis externos, ou locais escuros e protegidos, tornando-se difícil perceber a sua presença.

Neste grupo encontramos uma espécie que é denominada de Cupins de Concreto, pois perfuram qualquer material, até mesmo o concreto de fundações, lajes, paredes, para buscarem seu alimento que é madeira (celulose).

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Na natureza estes insetos atacam e se alimentam do cerne (miolo) das árvores, mas se adaptaram em buscar seu alimento (celulose) dentro de nossas casas, devorando além de madeiras, tecido, couro, papel, documentos, etc.

Na busca de alimento atacam e danificam, mantas de impermeabilização, cabos de redes elétricas, telefonia, etc. Estes insetos sempre atacam as escondidas e quando notamos os estragos são grandes.

A infestação destas pragas está generalizada em quase todo território brasileiro, e já detém o maior índice de ataque e o mais voraz, apesar desta espécie não ser nativa, isto é, migrou de outro continente (Asiático), está adaptada ao clima subtropical e tropical, e não possui inimigos naturais eficientes ao seu controle em nosso meio urbano, por isso sua infestação tende a aumentar e alastrar-se.

Adaptam-se com facilidade as estruturas das edificações, aninhando em lajes entulhadas, caixões perdidos, alvenarias, chafts, etc, e saem em busca de seu alimento (madeira) através de prumadas hidráulicas, elétricas, telefonia, etc.

A sociedade de um termiteiro (cupinzeiro) é composta por três castas de indivíduos (reprodutores, soldados, operários), que são especializados em suas funções.

Os reprodutores podem ser identificados na época das revoadas (conhecidos como siriris ou aleluias), que ocorrem geralmente na primavera ou início do verão, quando então confundidos e atraídos pela luz artificial, voam em torno delas.

Estes casais após as revoadas caem em jardins ou na terra e irão fundar novas colônias. Os que não voarem, ficarão no ninho ou subninhos e serão chamados de reprodutores de substituição, que caso necessário, ou divisão do cupinzeiro, ou necessidade de substituir os casais reais se tornarão reprodutores ativos, podendo, portanto uma colônia se subdividir e permanecer ativa por centenas de anos, crescendo e se multiplicando. Em fase desenvolvida, uma rainha ativa de algumas espécies, pode colocar 5.000 a 10.000 ovos por dia e vive em média de 8 a 20 anos.

A casta dos operários é responsável pela limpeza, construção e principalmente alimentação de toda a colônia. Possuem o hábito forrageiro, que é busca constante de novas fontes de alimento, e quando o descobrem, marcam as trilhas através de feromônios, dirigindo os outros indivíduos a buscarem o alimento nestes locais. Este território de ataque é explorado através uma rede de túneis subterrâneos que se estende em média por um raio de 100 a 200 metros do ninho, mas já foi constatado a 800 metros.

Os soldados são responsáveis pela defesa e guarda da colônia, demarcando e protegendo seu território contra outras colônias invasoras ou seus inimigos naturais. Assim como os operários possuem seus órgãos sexuais atrofiados, não se reproduzem.

Como podemos observar este é o exemplo de uma sociedade muito bem organizada, possuindo várias habilidades para a sobrevivência da colônia e espécie. Portanto para combatê-los é preciso técnica e experiência. Ações precipitadas além de aplicar recursos em soluções paliativas, causarão danos futuros maiores, disseminando a praga para outras áreas ou dependências, colocando a sua segurança e de seu patrimônio em risco.